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CURSO: CUSTO DE PRODUÇÃO DE CAFÉ EM PARCERIA COM O SENAR

Durante o curso, os participantes puderam compreender a importância do custo da produção do café e aprenderam a organizar uma planilha COT

Por: Carol Silvério
05/11/2018

De 29 a 31 de outubro, aconteceu na Fazenda Santa Cruz o Curso de Custo de Produção de Café, realizado através de uma parceria sólida entre o Senar, a Fazenda e o Sindicato dos Produtores Rurais de Paraguaçu. O curso contou com a participação de toda equipe administrativa da Fazenda, produtores da região, gerentes de propriedades e empresários de Poços de Caldas, Alfenas e região. 


Diante das incertezas do mercado de café e a alta no preço dos insumos é importante que o produtor esteja atento ao valor de cada uma das atividades para compor o custo da produção do café. Já no início do curso, o instrutor Márcio Anis Daúd transmitiu aos participantes que é necessário que o gestor da propriedade tenha certeza do valor gasto e não apenas uma noção.


Durante o curso foram levantadas informações sobre balanço patrimonial, gastos com insumos e mão de obra. O instrutor utilizou modelos contábeis para criar uma planilha de composição total de custos com os participantes, chamada de COT (Custo Operacional Total), que pelas bases de preços aplicados no mercado atual está acima do aceitável. Os gastos com fertilizantes foram os principais responsáveis pelas variações no COT. Vale ressaltar que a desvalorização do real frente ao dólar favoreceu o aumento nos preços dos fertilizantes no país.



O instrutor Márcio Anis Daúd ensinando os alunos a elaborarem uma planilha de Custos


Para todos ficou claro que a produtividade das lavouras deve estar acima de 35 sacas por hectare para que todos os manejos possam ser realizados. Em uma simulação de uma propriedade com 100 hectares em produção e produzindo 2000 sacas em um ano, considerando uma baixa produtividade, a saca deveria ter sido comercializada por R$682 para pagar todo custo de produção. Como o preço atual praticado está em torno de R$420, a propriedade estaria perdendo R$262 por saca. Com esse balanço, o produtor começa a valorizar financeiramente a sua produção, e com auxílio dos indicadores econômicos chega ao custo efetivo de uma saca de café. 


Os dados possibilitam que o produtor identifique onde estão os desperdícios para economizar e onde pode investir. Os custos com insumos ficam sempre em primeiro lugar e os gastos com mão de obra em segundo. É importante que o produtor entenda todas as formas para compor o custo da propriedade, fazer médias das melhores de vendas e ter em mãos um sistema de gestão muito apurado, confiável e atualizado para que não tenha surpresas negativas ao se deparar com uma possível falência por falta de controle dos custos da propriedade.



Alunos realizando as atividades durante o Curso


“A propriedade deve ser vista como um negócio que visa lucro. Se o produtor não souber administrar seus recursos, a vida da propriedade será muito curta. E mesmo tendo todos os custos atualizados, ainda corremos o risco de sermos pegos de surpresa com os fatores climáticos”, ressalta Josiani Moraes, que além de gestora da Fazenda Santa Cruz também é técnica em Contabilidade e Administradora de Empresas. 


Quanto melhor for a gestão da propriedade, melhores as chances do produtor, por isso a citação feita no curso é tão importante: Busque Dívidas mais Prudentes, Investimentos mais Dinâmicos e Gastos mais Econômicos.


É espantoso saber que, pelos dados contidos no mercado, menos de 6% dos produtores possuem seus gastos controlados. Nesse quesito, a Fazenda Santa Cruz está na frente, possuindo controle de custos e sistema de gestão.


Agradecimentos especiais ao Coordenador Regional do Senar, Rodrigo Carneiro Lopes, que sempre buscou todos cursos necessários para qualificação profissional da equipe da Fazenda. Em breve, a Fazenda Santa Cruz apresentará ao mercado um Sistema Único de Gestão Financeira. Aguardem! 

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